O ano em que ganhei o NaNoWriMo

Este post está terrivelmente atrasado. Para ser mais exato, oitenta e dois dias atrasado. O NaNoWriMo, como você deveria saber, ocorre em novembro. Acontece que este blog é atualizado quando bem entendo, então esses oitenta dias não querem dizer muita coisa. Acho.

Ano passado consegui enfim ganhar o NaNoWriMo. Com “ganhar” quero dizer que consegui completar a peripécia de escrever um livro de no mínimo 50000 palavras durante o mês de novembro. Pois é, eu consegui, e não só consegui, como também ultrapassei essa meta em 110 palavras. Uau. 50110 palavras (de acordo com o Scrivener, já que o contador do NaNoWriMo contou 1707 palavras a mais). Hold on to your hat, Tio Martin! Continuar lendo

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Sobre escrever…

Sabe, acho que sempre quis ser um escritor. Por algum motivo do além, sempre tive esse ímpeto de observar pessoas, lugares e criar histórias para elas. Sempre. Não que as histórias sejam criativas – longe disso –, mas ao menos são histórias.

Por mais que me sinta frustrado em nunca terminar de escrever meu livro (que já teve alguns reboots desde esse post), eu amo escrever. Nunca fui muito bom em expressar o que penso verbalmente às outras pessoas; geralmente falo rápido demais ou me embolo todo quando o faço. Quando resolvo escrever, as palavras simplesmente fluem à minha frente… mesmo que sejam descartadas logo em seguida.  Continuar lendo

Ode à rotina

Acordar cedo. Ir pra faculdade. Pegar o busão. Engolir o almoço. Pegar o busão. Trabalhar. Pegar o busão. Engolir a janta. Dormir cedo. E fazer tudo de novo no dia seguinte.

Vejo as pessoas vivendo uma rotina o tempo todo, vejo suas expressões entediadas, contidas, seus rostos suados e roupas apagadas. Acordando cedo. Estudando. Trabalhando. Dormindo pouco. E fazendo tudo de novo no dia seguinte.

Elas vivem para trabalhar ou trabalham para viver? Ou nada disso? Continuar lendo

O Final do Fim: Entre a corda e o gancho

Era uma ensolarada manhã de domingo. Se você perguntar a um grupo de pessoas sobre o que acontece geralmente em manhãs de domingo, tenho certeza de que elas responderão “nada”. E eles não estão de todo errados, não. Se você conseguir citar cinco acontecimentos de grande importância que tiveram lugar em domingos, meus parabéns. Sua vida é de uma agitação nunca antes vista pela história da humanidade.

É claro que nessa manhã de domingo particular as coisas não foram tão paradas assim. Se elas tivessem sido, aliás, seria meio inútil você estar lendo esta história. Por que você gostaria de ler algo em que nada acontece? Garanto a você, querido leitor, que a história que estou prestes a contar não é nada tranquila. Aproveito que toquei nesse assunto e já vou logo avisando que por aqui não há a chance de finais felizes. Peço desculpas se já te decepcionei logo de cara, mas a vida é assim: uma sucessão de boas e más histórias. Acredito que esteja saindo do foco. Deixe-me continuar a narrativa. Continuar lendo

Sobre gostar e não gostar das coisas…

Queria entender o motivo pelo qual nós, aparentemente “do nada”, passamos a gostar (ou deixar de gostar) de certas coisas. Isso sempre ocorreu comigo, é claro, e deve acontecer com todos os seres humanos desta Terra, mas é algo interessante.

Ultimamente esse fenômeno – se é que posso chamar isso de “fenômeno” – tem estado muito mais presente na fantástica aventura que é a minha vida. Por exemplo: até semana passada eu era o cara que mais amava computadores, joguinhos e tudo o mais… Hoje, me parece que prefiro muito mais ler ou escrever do que gastar horas e horas jogando algo. O que é estranho, realmente estranho. (Afinal, já gastei MILHÕES em joguinhos, e abandoná-los agora seria no mínimo… triste. É, essa é a palavra que tava procurando.) Continuar lendo

O NaNoWriMo e como eu não tô nada preparado para novembro…

Chegamos a outubro.

Outubro é um daqueles meses malucos em que os dias parecem passar mais rapidamente do que podemos acompanhar. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo em nossas vidas, já que o ano se aproxima do fim, que vinte e quatro horas por dia não são mais o suficiente. O pior é quando você é um maluco que possivelmente não tem nada melhor para fazer e resolve entrar, por livre e espontânea vontade, em uma empreitada tão surreal que é praticamente um atestado de loucura, e que lhe faz passar todo o mês de outubro sofrendo, planejando e praticamente agonizando para arranjar ideias: resolvi participar do NaNoWriMo.

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O Fim do Orkut

Sabe, eu sempre fui um chato com o Orkut. Na verdade sempre possuí essa relação de love-hate com a primeira rede social que realmente se popularizou mundo afora.

Durante os cinco ou seis anos que usei o Orkut assiduamente, era um típico utilizador. Sim, do nível “Leio, Respondo e Apago”, mesmo. Postava milhares de fotos minhas em diversos álbuns clássicos como “Família”, ” Fériaaaaass!!!” e “Meu Aniversário 2006”. Mandava altos depôs e coisas assim. Cheguei até a criar algumas comunidades sobre carros e, é claro, a clássica “Eu amo minha mãe”.  Continuar lendo

Diário de Escrita #14: E se começarmos tudo de novo?

Eu tenho pensado muito sobre o meu livro na última semana. Havia abandonado-o de verdade desde janeiro, praticamente, escrevendo pouquíssimas vezes nesses seis meses que se passaram desde então. Cheguei num ponto em que não fazia ideia para onde a história iria seguir, como ela chegaria até o final que havia planejado pra jornada de meus personagens. Daí ficava com preguiça de continuar, já que não conseguia prosseguir.

Até que resolvi voltar a escrever na semana passada, ou ao menos reler tudo o que escrevi até aqui pra retomar o “fio da meada” e continuar a história de onde parei. Mas daí comecei a pensar em outra coisa: e se voltássemos do começo? No sentido de apagar tudo e voltar do início, reescrevendo todas as 240 páginas que escrevi até aqui. Será que seria uma boa? Continuar lendo

Três anos de Apple Boyster!

A Copa acabou, mais 365 dias se passaram e eu só postei seis vezes de lá até aqui, quebrando completamente a falsa promessa de que voltaria a postar aqui com maior frequência. Sério, eu não sei o que me impede. Culpem o governo, sei lá.

O que quero falar nesse post é que meu incrível blog completa hoje, dia 17 de julho, três anos! E nossa, como mudei de 2011 pra cá. Relendo uns posts antigos, percebi que meu estilo de escrita mudou bastante nesses últimos 1096 dias. Acho que era mais chato no inícioBem mais chato. Irritante. Caramba, que vontade louca que me deu de apagar tudo pra tentar não me lembrar do meu ~antigo eu~ quando eu finalmente migrar o blog pro bielboyster.com. Continuar lendo

Sobre procrastinar…

Procrastinar. Essa palavrinha bonita e, para alguns, difícil de se pronunciar, vem sendo um dos meus maiores problemas desde que aprendi a pronunciá-la, há uns bons anos. Ela me acompanha sempre quando tenho algo de certa importância para fazer, independentemente do meu objetivo para tal coisa.

Você sabe o que ela significa, e se não sabe, vou logo lhe explicando: sabe quando você tem um trabalho muito importante para entregar na escola, faculdade ou sei lá o quê e, ele tendo uma data de entrega longínqua, você enrola, enrola, enrola um pouco mais e só decide o fazer na véspera? Bem, meu amigo, isso é procrastinar. E, como disse, eu passo a maior parte do tempo tentando combater esta palavrinha. Nem sempre consigo. Continuar lendo