Diário de Escrita #12: Scrivener, meu amor.

Caraíbas. 105 dias se passaram desde o meu último Diário de Escrita. Como eu sou incompetente, sério.

Mas o que interessa é o agora. O agora, no caso, é hoje, e hoje, dia 21/05, é um dia espetacular. Por quê? Porque hoje teve o lançamento do novo (e fantástico) álbum do Daft Punk e o novo vídeo cassete da Microsoft Xbox One foi anunciado. E eu ainda não precisei ir à escola hoje, olha que maravilha!

Mas voltando ao meu livro.

Não quer dizer que durante todo esse tempo que estive ausente do blog e o Diário de Escrita não foi devidamente atualizado, que não continuei a escrever meu livrinho. Pelo contrário. Atualmente já passei da metade do livro, e a história tá bem avançada até. 

Mas esse Diário de Escrita não é um Diário de Escrita convencional, porque quero falar aqui de um fantástico programa criado por escritores para escritores (ou guris de quase dezesseis anos na cara que querem ficar falando pra todos os seus amiguinhos na escola: “Chupa, eu escrevi um livro e você não! HAHAHAHAHA SEU NOOBÃO! QUANTO VOCÊ TIROU MESMO EM PORTUGUÊS? 3,4? HAHAHAHAH”). O nome desse mágico programa é Scrivener. Originalmente lançado apenas para Macs, recentemente ele chegou ao Ruindows Windows. Não me olha desse jeito; eu gosto da Apple mas não tenho um Mac. Só papai tem um. 😦

Você pode estar se perguntando “Mas me explique qual a graça de ter um programa super interessante quando o Word tá lá, bonitão, te esperando?”. Eu pensava assim. Vou te falar, eu escrevi aproximadamente 80 páginas (+/- 160 no formato final) apenas no Word. Só que conforme o livro ia ficando extenso e eu ficava meio perdido pra fazer referências à eventos passados ou personagens meio esquecidos, ficava um tanto quanto difícil continuar usando o programa da Microsoft. Eu amo o Word, sério. Ele sempre me ajudou. Mas aquela ferramenta de busca dele não me apetecia tanto, fora que ele não foi criado exatamente com o intuito de escrita de livros. O Word é mais aquele programão geral pra trabalhos escolares, monografias (que são tecnicamente “trabalhos escolares”, então tô usando um pouco de redundância aqui), receitas do verso da caixa de bolo que sua mãe pede pra você digitar e imprimir para guardar no caderninho de receitas dela, etc.

Então eu tava lendo uns blogs de escrita e BAM! Um bando de gente recomendando o tal programa Scrivener, inclusive uma das autoras que eu mais aprecio usou o programa para revisar um livro que li há algum tempo atrás.

Decidido, resolvi testar o bicho. MAS QUE PROGRAMA SENSACIONAL, QUE PROGRAMA LINDO E FANTÁSTICO! ESTOU APAIXONADO. Ok, exagerei um pouco, mas foi preciso para mostrar-lhes o quão estou satisfeito com o programa.

Em poucos segundos importei o arquivo .doc que tinha do meu livro (que, aliás, defini um título! Não vou revelá-lo a vocês ainda! :P) e depois o dividi em capítulos e escrevi uma breve “sinopse” de cada capítulo, pra ficar mais fácil de identificar e tal. Como eu decidi dividir meu livro em duas partes, cada uma sendo narrada por um personagem diferente (legal, né?), fica tudo bem mais organizado. Olha só um print do programa pra vossas mercês (é assim que se escreve no plural? Ah, desde quando eu sei português arcaico?) entenderem melhor:

Desfoquei algumas coisas da imagem por motivos óbvios. E eu lá quero que vocês saibam o nome do livro ou as “sinopses” dos capítulos?

Como vocês podem ver na imagem acima, o programa tem uma interface até intuitiva. Do lado esquerdo, tem a listagem dos capítulos/partes/cenas/whatever do seu livro. Essa espécie de “mural” aí na frente pode ser alternada prum outro modo de visualização, também, mas é que prefiro esse mesmo, haha!

Uma das funções que eu achei mais legais no programa é o modo Tela-Cheia. Ao ativar este modo (pressionando a tecla F11), a cor da página em que você está escrevendo torna-se ligeiramente creme, como papel de livro, e você só se foca na escrita. O fundo é escurecido e tal. Olha só outro print (não se preocupe com spoilers, esse daí é o primeiro capítulo, que “todo mundo” já conhece sqn) mostrando essa opção:

Função Tela-Cheia do programa. Extremamente útil e eficiente pra principal coisa que se faz quando se está escrevendo um livro: ESCREVER.

Os desenvolvedores dizem que esse modo é para evitar distrações, e eu realmente concordo e comprovo! Ontem escrevi um capítulo inteiro em menos de duas horas, coisa que há muito tempo não acontecia!

Ah, outra coisa: a principal ideia do Scrivener é simples: escrever. E ponto. Você não precisa ficar se preocupando com fontes ou formatação enquanto escreve. Apenas quando o seu manuscrito estiver pronto é que você ajusta lá as configurações de formatação, fonte, tamanho da fonte, espaçamento, etc. Outra coisa: com uma função nativa do programa, você pode exportar seus projetos pra vários formatos além da famigerada impressão: PDF, ePub (para eReaders como o Kobo. Ah, em falar nisso, eu ganhei um Kobo Mini! Estou amando meu bichinho; já já escrevo um post sobre ele!!), Mobi (para o Kindle), RTF e até mesmo para DOC (haha!). O bom é que você tem controle total sobre o “produto final”.

O Scrivener também tem um gerador de nomes (ótimo para mim, que tenho uma criatividade baixíssima para pensar em nomes de personagens), um esqueminha de metas de escrita bem legal (por exemplo, você pode determinar quantas palavras você quer escrever no dia, no capítulo ou até no livro inteiro, que ele mostra uma barrinha de progressão), e outras inúmeras funções que estou me esquecendo agora ou que não faço sequer ideia de que existem. Se quiser saber mais sobre o programa, acesse aqui o site oficial.

Agora vamos às estatísticas do meu livro. Prontos para ver a GIGANTE diferença desde o último Diário (era óbvio, né Gabriel? Tanto tempo depois do último post relacionado ao livro e tu ainda querendo as mesmas estatísticas?…)?

Número de páginas escritas desde o último Diário de Escrita: +/- 47 (o Scrivener não conta as páginas como o Word)

Número total de páginas escritas até o dia: +/- 80 (aproximadamente 160 páginas no tamanho final)

Número de palavras escritas desde o último Diário de Escrita: 35042 palavras 

Número total de palavras escritas até o dia: 56027 palavras

Isso aí, o livro já tá em um estágio beeeeem avançado. Pra você ter uma ideia, para o livrinho entrar na categoria “romance”, ele teria de ter 40000 palavras. Veja só, passamos em mais de 16000 palavras este número!

Mesmo assim, ainda estou na metade do que eu quero pro livro. Mas nunca se sabe o que pode acontecer, certo? A história pode muito bem terminar antes ou depois do que eu imaginava, isso é comum.

Mas é isso, povão. Espero trazer mais Diários de Escrita em breve. E mais posts, também. Tenho dois que estão em rascunho eternamente; vou tentar publicá-los nos próximos dez anos algum dia!

Fui!

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4 comentários sobre “Diário de Escrita #12: Scrivener, meu amor.

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