Música brasileira: estamos indo pro fundo do poço?

“Ê, o Gabriel voltou a criticar as pessoas! Agora sim, tudo está no seu devido lugar!”. Não é bem assim, se você pensou desta maneira. Mas também é mais ou menos isso, já que tem algumas semanas que eu não “abro o bico” para dar a minha opinião sobre uma determinada coisa. Nos meus últimos posts, só falei bem das coisas. Creio que os visitantes mais assíduos até estranharam. Mas tudo bem. Let’s back to work.

PS: Esse é o post número 50 do blog! YAY! 50 posts escritos nesta bagaça em quase um ano; mais de 30000 palavras escritas. É até um recorde manter um blog como o meu por tanto tempo (dia 17 de julho ele completa um aninho!). Obrigado a todos vocês por me aturarem durante 50 posts! 😀

Se você é brasileiro (o que 90% dos visitantes daqui devem ser), com certeza divide a mesma opinião que eu: a música brasileira está indo pro fundo do escuro, abismático e esquecido poço. Por quê? Pegue uma pipoca, coloque seus fones de ouvido, ligue uma musiquinha calma e relaxe, pois eu vou falar muita bobagem agora.

Vale lembrar que esta é a minha opinião. Então, como em todos os posts “polêmicos” deste blog, se você não gosta de ouvir a opinião dos outros, nem sei o que tá fazendo aqui. Volta lá pro Facebook, e continue achando que os memes são do Facebook (tsc tsc), que é o seu lugar. Além disso, existem sim algumas poucas exceções para o que vou falar aqui. Então, haters, aqui vocês não têm vez.

Aliás, eu já tô devendo pra vocês o segundo post do “Da lajes na Internet” há um tempão, né? Nem lembrava mais. Um dia sai.

Bem, onde eu estava? Ah sim, estava começando a falar da música brasileira. Antes de finalmente começar, recomendo que dê uma lida no post em que falo mal do Funk, e no post em que eu falo – indiretamente – mal de uma determinada música sertaneja. 🙂

Vamos aos exemplos do porquê eu acho que a música brasileira está indo pro “beleléu”?

Exemplo 1: Funk (hehe)

Tá, eu sei o que você tá pensando: “Funk? De novo? P*** que pariu, Gabriel. Lá vem você falar mal do Funk. Eu vou é embora”. Mas pense bem, não tem como falar mal da música brasileira sem mencionar o Funk. Ele é o que eu mais tenho, digamos, “desgosto”!

Pois bem. Vocês já sabem minha opinião sobre o Funk, tá lá naquele post que falei pra vocês lerem antes de apreciar este daqui. Mas eu posso repetir o motivo de eu não gostar de Funk (e ser criticado amargamente por quem gosta. S2 pra vocês!): “Funk brasileiro é apenas o resultado da equação que é apologia à prostituição + apologia às drogas + apologia ao crime + palavreado chulo + ritmo repetitivo e irritante. Ou seja, nada de bom.” Pronto, me citando LIKE A BOSS.

Como eu já dediquei um post imenso sobre isso, vou parar de falar do Funk por aqui. Mas antes fiquem com o vídeo abaixo, e apreciem o Funk (Nota: aos 0:38 segundos do vídeo, seus ouvidos podem começar a sangrar sem motivos aparentes).

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrgh. Vamo pro próximo exemplo logo?

Exemplo 2: Sertanejo (universitário)

Cá entre nós, você já está farto de “sucessos de verão”, não é mesmo? Até você que gosta de Sertanejo Universitário não deve mais aguentar essas duplas que aparecem todos os dias, com canções cada vez mais sem noção. “Sem noção?”, você pode estar se perguntando. Eu explico.

Tu já parou pra escutar e realmente entender o que essas músicas querem dizer? Vamos pegar o exemplo da música “Balada Boa – Tchê Tchê Rere”, de Gusttavo Lima (que título, hein?):

Gata me liga mais tarde tem balada/Quero curtir com você na madrugada/Dançar, pular/Que hoje vai rolar

O Tche Tche Rere/Tche Tche Rere/Tche Tche Rere/Tche Tche Rere/Tche Tche Tche Tche/Gusttavo Lima e você

Absorveu a letra? Entendeu algo? Provavelmente, não. É uma letra completamente sem noção, sem nexo algum. O que diabos é “Tchê Tchê Rere”? Eu suponho que seja uma dessas coisas: 1) um sinônimo para o tchuco-tchuco, surucutaco-no-brioco, lenga-lenga ou, falando de um jeito mais formal, uma “relação sexual entre um cavalheiro e uma dama“; 2) o ritmo “cantado” da música.

Qualquer que seja o significado desta expressão, uma coisa é certa: na hora que este indivíduo escrevia esta letra, vendo que não tinha nenhuma palavra em contexto que rimasse com “Tchê Tchê Rere”, simplesmente pôs o nome do seu álbum. Sim, o álbum se chama “Gusttavo Lima e Você”. Isso é deprimente, cavalheiros.

Como já disse em outro post, pior mesmo é quando o Sertanejo Universitário pega “inspiração” no Funk, e daí sai isso daqui:

É realmente deprimente ouvir isto. E o pior é que por onde quer que a gente vá neste país, estas músicas estão tocando (ou sendo tocadas/cantadas). Não importa se é em bares, estacionamentos, shoppings, feiras ou até mesmo escolas. Elas estão sempre lá, tocando. Sempre. Sinceramente, dá vontade de fazer isso daqui:

O melhor meme da atualidade. 🙂

Bem, estes são os dois únicos exemplos que tenho aqui e que realmente parecem que querem destruir com a música vinda de terras tupiniquins. Eu fico bastante decepcionado com isso, pois o povo brasileiro é bastante criativo e pode fazer melhor que isso.

Salvo exceções, a música brasileira está sim indo para o fundo do poço. Afinal, o Funk e o Sertanejo (Universitário) são os ritmos que mais tocam no país atualmente. 😦

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2 comentários sobre “Música brasileira: estamos indo pro fundo do poço?

  1. Funk não é cultura, Gabriel, é uma porcaria, um lixo sonoro que envergonha o Brasil. Funk carioca, como você citou, é obsceno, pois tem palavreado chulo(motivo 1), vulgariza as mulheres(motivo 2), defende e(ou) exalta os criminosos(motivo 3), não é arte, pois não utiliza de instrumentos, apenas uma batida chata e tosca(motivo 4), funkeiros botam som alto pra incomodar quem quer dormir e até dentro de ônibus eles fazem isso, achando que o mundo todo tem que curtir a mesma porcaria que eles(motivo 5) e muito além disso, o funk carioca, ou “Proibidão”, suja o nome do verdadeiro funk, o Funk Americano, que fora idealizado por personalidades como James Brown(1933-2006)(motivo 6). Devido ao fato de que o funk carioca é constantemente criticado por intelectuais, algumas pessoas imbecis que curtem funk dizem frases como “Rock é lixo”, “roqueiro não pega mulher” e etc, tudo porque eles não conseguem se conformar com a verdade.

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