Shooters realmente incitam a violência? Quem joga vai virar um serial killer digno de filmes com serras elétricas e máscaras com furinhos? Eu devo parar por aqui com o título?

Amores da minha vida! Hoje eu tive a tão sonhada (e meio sumida durante esses dias) inspiração!

Estava eu tomando um glorioso banho quando pensei num assunto que estou totalmente acostumado e posso falar sem medo de errar (rimou): expressar a minha tão importante e influenciadora opinião sobre um assunto que todo mundo que não está no meio do assunto adora discutir: a violência nos jogos.

Este assunto é algo tão comum nas emissoras sensacionalistas brasileiras que começa com R e terminam com D e que seu nome se pronuncia sem o D, ou seja, o D é “mudo” como falar de como a dengue está matando metade da população da zona ribeirinha e que em pouco tempo estaremos nos transformando em zumbis à la Resident Evil. E o pior é que essas emissoras parecem que não entendem nada sobre games e ficam falando bobagem por aí. 

Tá, agora falando sério (ou tentando, pelo menos): não acho que shooters (jogos de tiro, caso você seja um desinformado vindouro do Orkut) faça uma pessoa ficar mais violenta ou não.

Por exemplo, eu.

Podemos dizer que sou o cara mais legal do mundo. Não fico saindo por aí arrumando confusão ou xingando as outras pessoas. Prefiro ficar quietinho em meu lugar verificando as visitas do blog no meu celular super evoluído (com um chip da Claro, que agora tem Internet “ilimitada” por 0,50 centavos/dia) do que ficar achando defeitos nos outros. Acha que, por eu jogar jogos como GTA e Call of Duty, vou sair matando todo mundo só porque “o carinha do jogo faz igual e não é preso”? Por favor, né?

Acho que a maioria dos gamers, como eu, sabem perfeitamente diferenciar o jogo da vida real. Nem precisa ser gamer. É só ter o mínimo de consciência/inteligência/bom senso pra diferenciar essas duas coisas totalmente opostas. Não é porque jogamos games violentos que vamos sair matando qualquer “gato pingado” que vermos na rua.

Além disso, mesmo os jogos mais atuais tendo gráficos maravilhosos e super-realistas não recriam com perfeição essa coisa de morte como conhecemos. Um personagem pode morrer infinitas vezes, mas pode voltar à vida infinitamente mais vezes infinitas do que morreu (entendeu?). Isso acontece na vida real?

Outra coisa é a maneira como efetuamos as mortes nos jogos. É impossível matar uma pessoa apenas depois de vários tiros com uma super-metralhadora; na vida real um tirinho de pistola seria o bastante para deixar um indivíduo no limbo. Mas isso não importa.

A imprensa é sensacionalista demais quando vai falar sobre jogos. Qualquer marginal que entre em algum lugar e mate uma dúzia de pessoas vai, com certeza absoluta, ser comparado aos personagens marcantes dos últimos GTAs. É certeza absoluta.

Um shooter influencia na “violenciabilidade” de uma pessoa? Claro que sim. Mas se esta pessoa for centrada, saber muito bem do que está fazendo, nunca sairá matando todo mundo por aí. É burrice associar jogos violentos à qualquer crime macabro que aconteça. Os jogos influenciaram? Até pode ser que sim, mas é impossível treinar uma matança num Call of Duty achando que na vida real será tão fácil fazer tudo o que o personagem do FPS (First Person Shooter, ou “Tiro em Primeira Pessoa”. Não entendeu? Vai pra Wikipédia) fez.

Vai me dizer que só são os jogos que influenciam uma pessoa com menor controle da mente? Já parou pra ver alguma novela ou algum telejornal? O que vemos lá são apenas: matanças, matanças, sequestros e mais matanças. Nas novelas isso é mais “escondido” por causa dos romances, mas nos telejornais de certas emissoras só se vê isso. Ou Guadalajara, mas isso não importa.

As pessoas têm que compreender mais os jogos de tiro, ou de ação. A imprensa tem que olhar o outro lado da moeda. Games violentos podem ser até prejudiciais à saúde mental de um jogador menos centrado, mas pesquisas científicas recentes comprovam que quem joga games do tipo consegue identificar pessoas ou objetos a mais metros de distância, ou “absorver” totalmente o ambiente onde se está mais rapidamente do que uma pessoa “normal”. E quem joga games do tipo tem mais estratégia e é ótima pra cuidar de negócios, já que suas escolhas são mais bem pensadas. Não acredita? Vá googlear, é verdade.

Eu admiro demais os shooters, acho que é o gênero de jogos que mais nos proporciona diversão. Mas isso não quer dizer que por causa deles me tornarei alguém maligno ou sanguinário. Nunca.

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